Belém é eleita a melhor experiência de turismo gastronômico do Brasil em premiação nacional
Amazoca
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Belém sempre soube que sua cozinha era maior do que um prato bonito. Agora, o Brasil também reconhece isso em forma de prêmio. A capital paraense foi escolhida como vencedora da categoria Experiência de Turismo Gastronômico no Prêmio Melhores da Gastronomia 2026, promovido pela revista Prazeres da Mesa, uma das principais publicações especializadas em gastronomia no país. O reconhecimento coloca Belém no centro da conversa nacional sobre comida, turismo, cultura e identidade amazônica.
Bruna Brandão – MTUR
Mas essa conquista não surgiu por acaso. Belém já vinha construindo uma trajetória de destaque na gastronomia brasileira e internacional. Desde 2015, a cidade integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO no campo da Gastronomia, reconhecimento que valoriza cidades onde a comida está ligada à cultura, à criatividade, à economia local e à identidade do território. Em 2025, o Ministério do Turismo também destacou Belém como a única cidade brasileira entre os melhores destinos gastronômicos do mundo segundo a revista internacional Lonely Planet.
Além da vitória da capital paraense, o chef Saulo Jennings também foi premiado pelo conjunto da obra, em homenagem à sua trajetória de divulgação da gastronomia do Pará. A própria lista oficial do Prêmio Melhores da Gastronomia 2026 apresenta Saulo Jennings na categoria especial Pelo conjunto de sua obra. O reconhecimento reforça a importância de nomes que ajudaram a levar ingredientes, técnicas, memórias e sabores amazônicos para outros públicos, consolidando a culinária paraense como uma das expressões mais fortes da identidade brasileira.
O que significa vencer como experiência de turismo gastronômico
Ganhar na categoria Experiência de Turismo Gastronômico significa que Belém foi reconhecida não apenas pela qualidade de sua comida, mas pela capacidade de transformar a gastronomia em motivo de viagem. O prêmio da Prazeres da Mesa destaca a cidade como vencedora nessa categoria, ao lado de outros nomes importantes da gastronomia brasileira em diferentes áreas. Isso reforça que a capital paraense não é apenas um lugar onde se come bem. É um destino onde a comida organiza a experiência turística.
Esse ponto muda tudo. Há cidades em que a gastronomia aparece como complemento do roteiro. Em Belém, ela é o roteiro. O visitante pode conhecer a cidade pelo Mercado Ver-o-Peso, pelas tacacazeiras, pelas sorveterias de sabores amazônicos, pelos restaurantes de cozinha regional, pelos pratos de peixe, pelas ilhas próximas, pelas feiras, pelas ervas, pelos cheiros, pelos caldos, pelas panelas e pelas histórias que acompanham cada ingrediente.
A vitória também mostra que o turismo gastronômico brasileiro está amadurecendo. Durante muito tempo, o olhar turístico sobre o país privilegiou praias, festas, paisagens naturais e grandes centros urbanos. Belém mostra outra possibilidade: viajar para comer, mas comer no sentido mais profundo da palavra. Comer para entender território. Comer para conhecer a Amazônia. Comer para perceber que a culinária paraense é uma das formas mais fortes de tradução cultural do Brasil.
Em Belém, a gastronomia não acompanha a viagem. Ela é uma das principais razões para viajar.
Márcia do Carmo – MTUR
Uma conquista que vem de uma história maior
A eleição de Belém como melhor experiência de turismo gastronômico do Brasil não pode ser vista como um acontecimento isolado. A cidade já carrega há anos o reconhecimento de sua cozinha como patrimônio vivo, criativo e profundamente ligado à Amazônia. A UNESCO reconhece Belém como Cidade Criativa da Gastronomia desde 2015, destacando sua relação com produtos locais, como açaí, cacau, pupunha e pescados, além da importância do Ver-o-Peso para a vida alimentar da cidade.
Esse título internacional ajudou a fortalecer a imagem de Belém como cidade onde a comida não é apenas produto turístico, mas parte de um sistema cultural. A gastronomia belenense nasce da relação com rios, florestas, mercados, quintais, roças, comunidades, cozinhas domésticas, vendedores populares e restaurantes. Ela não está separada do território. O que chega ao prato carrega origem, caminho e memória.
Por isso, o prêmio nacional funciona como continuidade de uma trajetória. Belém não foi descoberta agora. Ela foi reconhecida agora por mais uma instituição. A diferença é importante. A cidade já era gastronômica antes dos rankings, antes das listas e antes dos selos. O prêmio apenas amplia a visibilidade de uma força que já existia nas ruas, nas feiras e nas mesas paraenses.
O Ver-o-Peso como porta de entrada para a cozinha amazônica
Não dá para falar de turismo gastronômico em Belém sem falar do Ver-o-Peso. O mercado é um dos maiores símbolos da cidade e uma das experiências mais completas para quem deseja entender a comida paraense em seu ambiente de origem. Ali, o visitante encontra peixes, frutas, ervas, raízes, farinhas, pimentas, tucupi, maniva, camarões, cheiros, vozes, barcos, bancas e uma forma de comércio que conecta a cidade ao interior amazônico.
Bruna Brandão – MTUR
O Ver-o-Peso não é apenas lugar para olhar. É lugar para interpretar. Cada produto tem uma história, uma técnica, uma época, uma origem e uma forma de uso. O tucupi não é apenas caldo amarelo. A maniva não é apenas folha moída. O jambu não é apenas uma erva que “treme a boca”. A farinha não é apenas acompanhamento. O açaí não é sobremesa. Em Belém, esses ingredientes carregam sistemas inteiros de conhecimento.
É por isso que a experiência gastronômica da cidade começa no mercado. Antes de sentar em um restaurante, o visitante pode ver de onde vem parte da força da cozinha local. O Ver-o-Peso mostra que a gastronomia paraense não nasceu em laboratório de tendência. Nasceu do encontro entre povos, rios, mercados, comunidades e saberes que atravessam gerações.
Tacacá, maniçoba, pato no tucupi e açaí: pratos que contam território
Belém tem pratos que funcionam quase como documentos culturais. O tacacá reúne tucupi, jambu, goma e camarão em uma cuia que mistura calor, acidez, perfume e sensação física. A maniçoba transforma a folha da mandioca em prato de longa preparação, exigindo tempo, cuidado e técnica. O pato no tucupi combina proteína, caldo, jambu e tradição em uma das receitas mais emblemáticas da culinária paraense. O açaí, consumido de forma tradicional com farinha e peixe, lembra que a Amazônia tem seus próprios códigos alimentares.
Bruna Brandão – MTUR
Esses pratos não são apenas “comidas típicas”. Essa expressão, quando usada de forma rasa, pode diminuir a profundidade da cozinha local. Melhor dizer que são comidas de território. Elas nasceram de ingredientes disponíveis, técnicas transmitidas, relações culturais e modos de vida. A força da culinária belenense está justamente nessa ligação entre sabor e origem.
Também é por isso que o visitante precisa chegar com abertura. Comer em Belém não é buscar apenas aquilo que confirma hábitos de fora. É experimentar outra lógica alimentar. É entender que o açaí salgado não é estranho: estranho é esquecer que essa é sua forma tradicional de consumo na Amazônia. É perceber que o jambu não é efeito especial, mas ingrediente. É respeitar o tempo da maniçoba, o cheiro do tucupi, a força da pimenta e a inteligência das cozinhas populares.
A cozinha de Belém não quer apenas agradar o paladar. Ela ensina o visitante a entender a Amazônia pela boca.
Marco Vicentti/MTur
A força dos ingredientes amazônicos
Grande parte do reconhecimento de Belém vem da potência de seus ingredientes. Tucupi, jambu, maniva, açaí, cupuaçu, bacuri, taperebá, castanha, pupunha, pirarucu, filhote, dourada, aviú, camarão, farinha d’água e tantas outras presenças formam uma despensa amazônica de enorme personalidade. Esses ingredientes não precisam ser tratados como exotismo. Eles são parte da vida alimentar da região.
Márcia do Carmo – MTUR
A diferença é que, fora da Amazônia, muitos deles ainda chegam como novidade. Isso pode gerar encanto, mas também exige cuidado. Chamar tudo de “exótico” pode transformar uma cultura viva em curiosidade para consumo externo. O mais justo é reconhecer que esses ingredientes são profundamente familiares para quem vive na região e, ao mesmo tempo, reveladores para quem chega de fora.
Belém se destaca porque consegue apresentar esses ingredientes em diferentes camadas. Eles aparecem na comida de rua, nas feiras, nas casas, nas festas, nos restaurantes tradicionais e na cozinha autoral contemporânea. Essa circulação entre popular e sofisticado é uma das maiores forças da cidade. A mesma Amazônia que está na cuia da tacacazeira também pode estar em um menu degustação. Uma não substitui a outra. As duas ajudam a mostrar a grandeza da culinária paraense.
A gastronomia como experiência de cidade
O prêmio de turismo gastronômico faz sentido porque, em Belém, a comida está espalhada pela cidade. Não é uma experiência confinada a restaurantes premiados. Ela está na esquina, na feira, na praça, na barraca, na sorveteria, na ilha, na casa de família, no almoço de domingo, no Círio, no mercado e no fim de tarde. A cidade inteira funciona como mapa de sabores.
Bruna Brandão – MTUR
Isso faz com que o visitante possa montar roteiros muito diferentes. Pode começar pelo Ver-o-Peso, experimentar tacacá no fim da tarde, buscar sorvetes de frutas amazônicas, almoçar peixe regional, atravessar para a Ilha do Combu, conhecer restaurantes autorais, provar maniçoba, entender o açaí tradicional e terminar o dia percebendo que comeu mais do que pratos: comeu paisagem, história e identidade.
Essa é a diferença entre uma cidade que tem boa comida e uma cidade que oferece turismo gastronômico de verdade. No turismo gastronômico, o alimento não é acessório. Ele estrutura o deslocamento, orienta a curiosidade, aproxima o visitante das pessoas e cria memória. Belém faz isso com naturalidade porque sua cozinha não foi inventada para turista. Ela já era parte essencial da vida local.
O papel das tacacazeiras, feirantes, cozinheiras e mestres populares
Nenhum reconhecimento gastronômico de Belém pode esquecer as pessoas que sustentam essa cozinha no cotidiano. Antes de qualquer prêmio, a gastronomia paraense foi mantida por tacacazeiras, feirantes, erveiras, pescadores, agricultores, ribeirinhos, cozinheiras, vendedores populares, famílias e comunidades que transformam ingredientes em alimento todos os dias. Sem essas pessoas, não existiria experiência gastronômica para premiar.
Esse ponto é importante porque rankings e premiações tendem a destacar nomes, instituições e restaurantes. Eles têm seu valor, mas a base da culinária belenense é muito mais ampla. A cozinha da cidade se mantém viva porque há gente que sabe escolher peixe, preparar tucupi, cozinhar maniva pelo tempo necessário, bater açaí, vender farinha, temperar com precisão, reconhecer ervas e alimentar a cidade antes de alimentar o turista.
Valorizar Belém como destino gastronômico significa valorizar essa rede. O turista responsável não deve buscar apenas o restaurante famoso. Deve também respeitar a comida de rua, pagar justo, ouvir quem explica, evitar tratar trabalhadores como figurantes e reconhecer que a experiência só existe porque há conhecimento popular sustentando cada etapa.
Saulo Jennings e a projeção da culinária amazônica
Além da vitória de Belém, a premiação também destacou um nome importante da gastronomia paraense: Saulo Jennings. O chef recebeu o prêmio Pelo conjunto de sua obra, reconhecimento à sua trajetória de divulgação da gastronomia do Pará e da Amazônia. Segundo o portal O Liberal, Saulo foi homenageado pela contribuição à valorização da culinária amazônica, sendo apontado como uma das principais referências da gastronomia amazônica no Brasil e no exterior.
Essa referência é importante porque ajuda a mostrar como a cozinha paraense pode ocupar diferentes espaços sem perder vínculo com o território. Saulo Jennings construiu uma trajetória associada à valorização de ingredientes, sabores e saberes da Amazônia, especialmente a partir do oeste do Pará, com forte ligação com Santarém e Alter do Chão. Sua atuação ajuda a levar a culinária amazônica para públicos que muitas vezes ainda conheciam pouco a profundidade da cozinha paraense.
É importante compreender a dimensão desse reconhecimento. Saulo é uma das grandes referências da gastronomia amazônica contemporânea e tem desempenhado um papel fundamental na valorização e projeção da culinária paraense. Sua trajetória dialoga com um patrimônio cultural construído por gerações de cozinheiras, feirantes, produtores, chefs, tacacazeiras, ribeirinhos, agricultores, restaurantes, mercados e famílias que mantêm viva essa tradição alimentar. O prêmio pelo conjunto da obra celebra uma carreira de destaque, ao mesmo tempo em que evidencia a força e a riqueza da cozinha do Pará, cada vez mais presente no cenário gastronômico brasileiro.
Belém e a cozinha autoral amazônica
Nos últimos anos, Belém também passou a ganhar destaque pela força de chefs e restaurantes que trabalham a cozinha amazônica de forma autoral, contemporânea e profundamente conectada aos ingredientes locais. Essa cena não substitui a cozinha popular; dialoga com ela. Restaurantes como Remanso do Peixe, Puba e Celeste apareceram entre os indicados da região Norte no contexto do Prêmio Melhores da Gastronomia 2026, segundo a Agência Pará.
Esse destaque mostra que Belém possui uma cadeia gastronômica diversa. Há tradição, mas também inovação. Há comida de rua, mas também pesquisa culinária. Há receita de família, mas também restaurante autoral. Há mercado popular, mas também cozinha contemporânea. Essa pluralidade torna a cidade ainda mais forte como destino turístico.
O cuidado está em não criar uma falsa oposição entre o simples e o sofisticado. Em Belém, muitas vezes, o sofisticado nasce justamente do que o popular preservou. A cozinha autoral amazônica ganha potência quando reconhece a origem dos ingredientes, respeita os saberes tradicionais e não transforma a Amazônia em decoração de prato.
A gastronomia de Belém é forte porque não cabe em uma única mesa: está no mercado, na rua, na ilha, no restaurante, na festa e na memória.
Bruna Brandão – MTUR
Turismo gastronômico também precisa ser responsável
A vitória em uma premiação nacional pode atrair ainda mais turistas para Belém. Isso é positivo quando gera renda, amplia a visibilidade da cidade e fortalece empreendedores locais. Mas também exige responsabilidade. Turismo gastronômico não deve virar consumo predatório de cultura. Não basta chegar, fotografar pratos, usar ingredientes como novidade e ir embora sem entender quem produz, vende e cozinha.
O turismo responsável valoriza a origem. Pergunta de onde vem o peixe, respeita o preço justo, entende a sazonalidade dos ingredientes, evita desperdício, reconhece o trabalho das comunidades e procura experiências que devolvam valor ao território. A gastronomia amazônica depende de rios, florestas, ilhas, mercados, roças, pesca, transporte e pessoas. Se qualquer uma dessas partes é pressionada de forma irresponsável, a experiência perde base.
Também é preciso cuidado na linguagem. A cozinha paraense não deve ser vendida apenas como “exótica”. Ela pode ser surpreendente para quem chega de fora, mas é cotidiana, histórica e profundamente elaborada para quem vive ali. O melhor turismo gastronômico é aquele que se encanta sem diminuir, que prova sem apropriar, que divulga sem simplificar.
Uma cidade que se prepara para receber mais olhares
Belém vive um momento de grande visibilidade. A cidade já é reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, ganhou destaque internacional como destino gastronômico e agora recebe um prêmio nacional importante na categoria de turismo gastronômico. Esse conjunto fortalece a imagem da capital paraense como uma das grandes portas de entrada para conhecer a Amazônia pela comida.
Mas mais olhares também significam mais responsabilidade urbana, ambiental e cultural. O turismo gastronômico depende de mercados bem cuidados, espaços públicos seguros, mobilidade, saneamento, valorização dos trabalhadores, comunicação qualificada e preservação dos ingredientes e saberes que tornam a cidade única. Não basta ter uma cozinha extraordinária. É preciso cuidar da experiência como um todo.
Belém tem algo que muitos destinos tentam construir artificialmente: autenticidade. A cidade não precisa inventar uma gastronomia para se promover. Ela precisa proteger, organizar, valorizar e comunicar melhor aquilo que já existe. O prêmio ajuda a abrir portas, mas quem sustenta a reputação é a experiência real do visitante na cidade.
Por que essa premiação importa para a Amazônia
A eleição de Belém como melhor experiência de turismo gastronômico do Brasil também importa porque coloca a Amazônia em outro lugar no imaginário nacional. Muitas vezes, a região é lembrada apenas por floresta, rios, biodiversidade, conflitos ambientais ou grandes eventos. A gastronomia mostra uma Amazônia de criação, técnica, sabor, hospitalidade, mercado, cidade e inteligência cultural.
Quando Belém vence uma categoria nacional de turismo gastronômico, a Amazônia deixa de ser vista apenas como cenário natural e passa a ser reconhecida também como produtora de cultura alimentar sofisticada. Isso é muito importante. A cozinha paraense não está “chegando agora” ao Brasil. O Brasil é que está aprendendo a olhar com mais atenção para ela.
Esse reconhecimento pode beneficiar restaurantes, produtores, mercados, guias, feiras, comunidades e empreendedores se for bem conduzido. Também pode fortalecer o orgulho local e incentivar novas gerações a valorizar ingredientes e técnicas que, durante muito tempo, foram tratados por parte do país como curiosidade regional. Belém mostra que o regional pode ser universal sem deixar de ser fiel à sua origem.
Conclusão
Belém ser eleita a melhor experiência de turismo gastronômico do Brasil no Prêmio Melhores da Gastronomia 2026 confirma uma verdade que a cidade já carregava em seus mercados, ruas, ilhas e mesas: a culinária paraense é uma das expressões mais potentes da Amazônia. O novo título se soma ao status já consolidado da capital paraense como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, reconhecimento concedido em 2015, reforçando a imagem de Belém como destino turístico marcado por sabores, tradição e identidade cultural.
A homenagem a <strong>Saulo Jennings</strong> pelo conjunto da obra também amplia o significado dessa noite para a gastronomia paraense. Ao lado da vitória de Belém, o reconhecimento ao chef mostra que a culinária amazônica ganha força quando seus ingredientes, seus territórios e suas histórias encontram pessoas capazes de divulgá-los com consistência. Ainda assim, o brilho de um nome não apaga a base coletiva dessa cozinha: Belém só é potência gastronômica porque existe uma rede viva de mercados, produtores, cozinheiras, feirantes, tacacazeiras, chefs e comunidades sustentando essa identidade.
No fim, talvez a melhor forma de entender essa conquista seja esta: Belém não foi premiada apenas por servir comida. Foi premiada porque ensina o Brasil a provar a Amazônia com mais respeito, mais curiosidade e mais profundidade.
[FAQ]
Belém foi eleita a melhor experiência de turismo gastronômico do Brasil? Sim. Belém foi escolhida como vencedora da categoria Experiência de Turismo Gastronômico no Prêmio Melhores da Gastronomia 2026, promovido pela revista Prazeres da Mesa.
Saulo Jennings também foi premiado? Sim. O chef paraense Saulo Jennings recebeu o prêmio Pelo conjunto de sua obra no Prêmio Melhores da Gastronomia 2026. O reconhecimento homenageia sua trajetória de divulgação da gastronomia do Pará e da Amazônia.
Por que Belém é considerada um destino gastronômico tão importante? Porque a gastronomia de Belém reúne ingredientes amazônicos, mercados tradicionais, comida de rua, restaurantes autorais, saberes populares e uma forte identidade cultural. A cidade também integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO no campo da Gastronomia desde 2015.
Quais comidas representam a gastronomia de Belém? Entre os pratos e ingredientes mais associados à cidade estão tacacá, maniçoba, pato no tucupi, açaí com farinha, peixes amazônicos, jambu, tucupi, maniva, farinha d’água, cupuaçu, bacuri, taperebá e castanha. Esses alimentos ajudam a contar a história da relação entre Belém, Amazônia, mercados e cultura alimentar.
O Ver-o-Peso faz parte da experiência gastronômica de Belém? Sim. O Ver-o-Peso é uma das principais portas de entrada para entender a cozinha paraense. Ali, o visitante encontra peixes, ervas, frutas, farinhas, tucupi, maniva, camarões e uma rede de vendedores e saberes que conecta Belém ao interior amazônico.
Belém já tinha reconhecimento internacional pela gastronomia? Sim. Desde 2015, Belém é reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO. Esse reconhecimento reforça a relação da cidade com ingredientes locais, mercados tradicionais, inovação alimentar e identidade cultural.
Como fazer turismo gastronômico em Belém com respeito? O ideal é valorizar mercados, feiras, tacacazeiras, restaurantes locais, produtores, cozinheiras, guias e comunidades que fazem a gastronomia acontecer. Também é importante evitar tratar os ingredientes amazônicos como simples exotismo e buscar entender a origem cultural, ambiental e territorial de cada prato.